terça-feira, dezembro 05, 2006

AZAR DE CÃO

Esta é mais uma história de azar, aquele maldito azar que me persegue a toda a hora.
Um dia levantei-me cedo, fui dar o pequeno-almoço ao meu cão, resolvi ir beber uma bica à Flor do Luso, comi lá um pastel de nata, depois bebi água na Fonte de S. João e, entretanto, regressei a casa.
O meu "Boby" ladrou muito quando me viu e acompanhou-me à casa-de-banho, onde desfiz a barba. Como é quase sempre o que me acontece, voltei a cortar-me na face. Tenho a barba rija, sou másculo e dinâmico. Coloquei álcool num pedaço de algodão, passei-o pela cara e, depois, mandei-o para a sanita. Como tinha de descarregar os intestinos, porque estava com uma diarreia diabólica, consequência das minis que tinha bebido durante a noite no Salta, sentei-me na sanita, puxei de um cigarrito Camel (provavelmente era CAMELO), acendi-o e, vejam lá (!), mandei o fósforo para dentro da sanita.
Fósforo, algodão e álcool eis o resultado: RABO TODO QUEIMADO!
Ao sentir o rabo a arder, dei um salto e...azar de novo. Bati com a cabeça no autoclismo e caí para o chão. Gritei, gritei e, ao ouvir tanto barulho, a minha mãe veio socorrer-me. Estava com o rabo todo esfolado e a cara toda ensanguentada. A minha mãe chamou logo os bombeiros da Mealhada. Quando estes chegaram - desta vez foram rápidos - deitaram-me na maca para me levarem para o hospital. A viagem era só até à Mealhada, porque os SAPOS estavam abertos. Ao descer as escadas, contei aos bombeiros o que tinha acontecido e eles, de tanto rirem, deixaram-me cair. Resultado: parti uma perna e fui de imediato para as urgências dos SAPO de Coimbra.
Vida de cão, azar de cão, sempre AZAR!

2 comentários:

El Pipas disse...

O problema foi o cão. O cão é que deu azar. Larga o osso...

El Tonel disse...

E, pá... a cara desse cão, é mesmo familiar... cum carago... quem será.... lololol