quarta-feira, maio 28, 2008

ENCOSTO
Não sou eu quem dá coronhadas e coices ao léu
Parte desta criatura que fez de mim o seu fulcro
Só ela
Quem me conhece sabe, sou uma aveludada flor
Uma pessoa sem espinhos de floreira
Nem uma desgastadeira lixa de folhas de cajueiro

Esta apaixonada da balbúrdia cavalga
Escanchada em meu macio ombro.
Valha-me!
Enquanto ando a pé, terrestre
Peregrino atônito até a morte
Sem razão nenhuma para choro ou sofrimento embaçado ou desânimo:
Não sou eu quem dispara coices de ferraduras no tempo.
É esta desconhecida criatura que fez de mim seu encosto
E se apropriou do estojo de minha cara e dela expeliu o estofo.

Quem dispara desarrima
Sem abrir a concha do ouvido
A ninguém que dela discorde
É esta!
Selvagem sombra monstruosa que faz versos como quem morde.

naeno

quinta-feira, maio 15, 2008

DETALHE

Era o brilho do teu olhar entre as pessoas
a buscar-me sorridente em cada canto,
e a festa esverdeada do encontro.
Detalhe era a piscada alegre
no outro canto da sala cheia
convidando... insinuando aproximar...
Detalhe era teu rosto preocupado
por uma dor ou na tristeza que eu tivesse
era teu sorriso orgulhoso
pela nota dez que fiz no teste.
Detalhe a tua mão
pousada em minha perna na estrada
e tua voz "boa viagem pra nós",
acompanhada do beijo que trazia.
Detalhe, o teu prazer vazado e descarado
somente por estar na minha companhia.
Detalhe o teu abraço no meu erro
e a frase de cumplicidade:
“Tudo bem! Na próxima a gente acerta!”.
Detalhes... para mim, não são detalhes
são pequenos feixes de luz
compondo e enfeitando a nossa história
pirilampos brilhando na paisagem
mostrando a vida que deixaste...
detalhe de eternidade na passagem.
À VIRGEM PIA

Minha mãe me deu a vida de matéria,
O conhecimento das coisas naturais.
Tu, MARIA, primeira santa, primeira poetisa,
Tu que encerraste em teu seio a sabedoria do Verbo DEUS
Me deste a vida do mistério, o conhecimento dos enigmas.
Tu és o modelo em que Deus fundiu,
E por isto tens sido e serás até o fim dos tempos
A referência dos predestinados, dos santos, dos poetas.
Todos os membros do Corpo Místico de Jesus Cristo
São teus filhos, e foram
E continuarão a ser nascidos misteriosamente de ti
Virgem e Mãe.
O impulso do meu ser para tua Pessoa
Tornada infinita pela isenção do pecado original
Estancará minha sede dos amores que se findam.
Em ti amarei, ó inatingível!
Todas as mulheres existiram entre mim e ti
Como tu, minha Musa, minha Mãe
Esposa do Espírito Santo,
O és entre mim e teu Filho o nosso Redentor Jesus Cristo.

naeno

COMO SE DEUS FOSSE INÚTIL

Não abra seu coração
Como quem abre porteira
Ou escancara cancela
Ou desmantela um oitão.

Não abra seu coração
Como se Deus fosse inútil
Ou se sonhar fosse fútil
Ou se viver fosse em vão.

Não faça do seu sorriso
uma alegria a esmo
Seja você sempre eu mesmo
Dentro do seu coração.

Deixe o seu riso lindo
Iluminando o luar
Banhando as ondas do mar
Com sua luz sedução.

Mas não permita ao abraço
Afogar um barco a vela
Desstroçar uma aquarela
Desativar o que vejo.
naeno

terça-feira, maio 13, 2008

ahaha

quinta-feira, maio 08, 2008

FAÇA PLACAS COM SEU NOME





SITE MUITO LEGAL ONDE É POSSÍVEL FAZER PLACAS E FOTOS COM SEU NOME:

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quarta-feira, abril 30, 2008

GATAS EM MOTOS

QUE BELEZA...

MUITO BOM OS SALÕES DE MOTOCICLISMO

HEHEH

BOA SEMANA...

sábado, abril 19, 2008

Venham mais CINCO

sexta-feira, abril 11, 2008

Policial nu persegue ladrão de carro com lanterna


Um policial de uma pequena vila na Nova Zelândia não deixou que o fato dele estar nu o impedisse de perseguir um ladrão que tentava roubar um carro, segundo informa hoje a agência Reuters. O policial dormia em sua casa em Balclutha quando sua mulher o acordou durante a madrugada. Ela havia ouvido o barulho feito pelo ladrão, que tentava abrir o veículo. O agente levantou-se como estava e saiu atrás do criminoso, perseguindo-o com apenas uma lanterna nas mãos. O infrator conseguiu fugir, mas foi capturado logo em seguida. Segundo a polícia local, o ladrão ficou assustado ao ver um homem nu com uma lanterna correndo em sua direção e começou a fugir desesperado.

domingo, abril 06, 2008

Porto CAMPEÃO, azia no LAMPIÃO

quarta-feira, março 26, 2008

MOTOS INTERESSANTES HEHEHEHHEH








UM ABRAÇO PARA TODOS DO LUSO...

BOA SEMANA...

domingo, março 16, 2008

Tibete

Caem lágrimas,
Derramando esperanças.
Param-se corações,
Aniquilam-se multidões.

Gritos de medo, de sofrimento,
Constantemente se ouvem pelo ar,
Chegou mais um exercito de fuzilamento,
E mais vidas preparam-se para roubar.

A bala manda à condição,
Calam-se vozes da revolta,
A chacina parece a solução,
A uma paz que não tem volta.

Por: João Filipe Ferreira

www.lastgoodbadidea.blogspot.com

quarta-feira, março 12, 2008

Onde estarão vocês ???????????




OLÁ ??????????

ONDE VOCÊS ESTÃO ????


TEM ALGUÉM AÍ ?????????


ONDE ESTÁ ZECA PALECA ???


ONDE ESTÁ FREYJA ???


ONDE ESTÁ NAENO ??? etc etc etc



NÃO ABANDONEM ESTE SITE

sábado, março 01, 2008

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Triciclo Hot Snake no Auto Esporte da Globo


VIDEO DE ALGUNS TRICICLOS FEITOS NO BRASIL...

ABRAÇÃO PRA TODOS DO LUSO...

E ESPERO QUE VOLTEM A POSTAR COM A FREQÜÊNCIA DE ANTES...

segunda-feira, janeiro 28, 2008

Sistema anti-furto....


COM ESSE SISTEMA NINGUÉM MAIS FURTARÁ O AUTOMÓVEL !!!!!

domingo, janeiro 20, 2008


FEROSA

Minha top model
Tem a buceta de rum com cereja.
E o néctar que escorre pelas suas coxas
É o puro cio de uma tigresa acesa.
Minha gata quando ama, enrosca
Enreda, enrama
E explode em gritos e gemidos
Que os vizinhos ficam mudos,
As crianças penstativas.
E até os loucos resguardam
Como se ouvissem uma revelação.
Depois ela se veste,
Põe os brincos, se penteia
E sai pela cidade impávida
Indescritível...
E ciente do poder que tem
De transformar
O último dos mortais num deus.
DO MESMO JEITO

Eu continuo o implacável
Besta solto numa capoeira
Relinchei alto na hora do almoço.
Declinei-me para pegar uma concha aberta
Com uma pérola, que me incomodava a visão.
Continuo contínuo, nos mesmos passos
Com a mesma fome e a mesma sede
Pronto numa rede só com os olhos de fora.
Continuo aqui, parado, distante
Garantida a minha vontade de sair
E de não me expor aos olhos pelas janelas.
Continuo achando papéis e lápis, facilmente pela casa
E, feito um louco escrevo cartas para minha mãe
Risco todos, e quando acabam os papéis
Passo-me para as paredes.
Continuo aqui, sóbrio, sem amor, sem amar
Sem esperar.
Não me incomodam os aviões que pousam
Os ônibus que chegam cheirando a distância.
Os barcos passam e eu, irreverente,
Não me presto a um gesto de sequer olhar.
Eu sei que em tudo isso não vem,
Não tem quem eu queria ver chegar.
Continuo o mesmo idiota, que viu o teu retrato
E me danei a chorar de saudade.
Como eu queria ser gente,
Para, igualmente a ti, me explicar
E ouvir a sentença de tua boca:
Eu te perdôo
Mas vais dormir no alojamento.

ANJOS INSISTEM

Eu sou triste como um camelo no alpendre
Do mesmo tanto sou triste
Como um homem que se retrata.
Passo meus dias pensando em afagos de mulheres
Mas só escuto meu coração só, sincopando o seu bater.

Cai uma chuva de estrelas e o chão fica tão lindo
Quantas meninas acordam e se vestem as metades
Pra verem, do chão, alçarem vôos em volta
Os anjos que trouxeram minha alma sem mim.
Eu acumulo fortuna para os outros,
Se fossem meus esses contos, saía-me outro deus.
Pois o que roda minha cabeça, pelos caminhos do mundo...
Mas de quem eu pego conto e guardo
Caem nos bolsos de outros, de vários donos.
E o que fazem esses capatazes de rebanhos soltos
Do pretexto mole da frutaazedoce, comer, roer?
E eu me desbordei na quinta e me inclinei na sexta.

Até se o meu patrão tivesse meus argumentos
Seu alforje já não existia mais
E eu, prontamente disposto noutras canchas
.

naeno

HOMEM FEITO

Sinceramente? A minha alma mal contente
Descendemos das águas represadas, perigosas
Arrebatados pelos ventos espessos.
Meu pai me aguarda recostado no esteio da varanda serena.
“Falo firme ao meu filho
Que retorna para sorver minha sangria,
Plainando entre as arcadas sonolentas.
Largo primeiro a esfinge derradeira.
Se escutam chiados da radiolas”

E todos me parabenisam com muita força.
Tenho nas mãos um desafio a olhar:
falta-me disposição...
O encargo desta ação a fazer
Pesa muito sobre meu dorso
E ainda, necessito desiludir
O céu, o inferno, o purgatório.
Serei feito da forma de uma pedra,
A imagem e semelhança de uma dureza.
Balões, foguetes, apertos, abraços.

Meus iguais:
“ Não lhes convencem ao pressentir
O rosto-efeito de suas amigas, pequenas?”
Assim viro-me de vez para Patrícia:
”Os movimentos provocantes de suas ancas...”
Nos tapumes da sala de espera
Esvoaçam madeixas de paixões alheias.
O resto: tios-alados, primos-nada...
“Sim! Não mais nos reveremos
Minhas primas e tias do passado.
As do tempo de agora
Estão rente de nós.
Não a podemos detalhar direito.

Os aliados me apóiam até lá fora.
“Meu pai,
Que é meu filho e meu irmão,
Levo o teu nome à terra inteira,
Já vazei teu sangue por outras veias
Dei o que me destes aos que não tinham
Não me omiti em fazer teus netos que não reconheces mais.
Propaguei a raça de Deus.
O amor, o ódio e a confusão das cores,
Só que desejo parar com essa empreitada.
Passa tua herança a outros
Lança teus quinhões como semente
Aos náufragos perdidos, aos pedintes passantes,
Reprovas os dons de minha amada!”
Embala tuas alas,
Eu vou para a solidão da varanda.
Não me acabo, estou pensativo demais.