Sexta-feira, Novembro 27, 2009

O ACIDENTE


Uma mulher, depois de um terrível acidente junto ao Pedro dos Leitões, na Mealhada, foi levada pelo INEM, a toda a velocidade, para os Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).
Ao chegar ao hospital os médicos de serviço operaram-na de urgência, mas ela não recuperou e entrou em coma profundo.
E, nesse estado, encontrou-se com Deus:
- Que é isto ? Eu morri? - perguntou ao Criador.
- Não , pelos meus cálculos, tu morrerás daqui a 43 anos, 8 meses, 9 dias e 16 horas - respondeu o Eterno Deus Omnipresente.
Ao voltar a si, reflectindo sobre quanto tempo ainda tinha de vida, resolveu ficar ali mesmo naquele hospital e fazer uma lipoaspiração, uma plástica no rosto, correcção do nariz, uma plástica de restauração dos seios, tirar todos os excessos, as ruguinhas e tudo mais em que podia mexer para ficar linda e jovial.
Após alguns dias teve alta médica. Resolveu, então, ir para as Termas de Luso passar umas retemperadoras férias, mas ao atravessar uma rua, perto da igreja, um veículo circulando a alta velocidade atropelou-a. Porém, desta vez, teve morte imediata.
Ao encontrar-se de novo com Deus, ela perguntou muito irritada:
- Senhor, você não me disse que eu ainda tinha 43 anos de vida? - então porque morri logo depois de toda aquela despesa com a cirurgia plástica???!!!

- MENINA, JURO QUE NÃO TE RECONHECI !!! - respondeu o Senhor.

Sexta-feira, Novembro 20, 2009

O MENINO MALUQUINHO

A falta de formação adequada de muitos técnicos, de novos vereadores, de adivinhos, de maluquinhos, ou quejandos, constitui um problema crónico do nosso quotidiano, com reflexos directos na preparação e obtenção de resultados e também no ambiente intelectual, ético e social que marca o panorama no concelho da Mealhada.

Este e outros blogues, onde não há milhas a percorrer nem Calígulas para aturar, têm dado sinais e passos importantes visando regularizar a situação e pôr cobro a um estado de calamidade. A ausência de formação credível é deveras chocante e absolutamente inaceitável, tanto mais que, todos os dias, vemos a repulsa de vários comentadores que não cedem a interesses instalados, imorais e lesivos da nossa comunidade. Tal como em outros locais, aqui não se troca a respeitabilidade e solidez de visão e acção pelo vento do puro e falacioso oportunismo e não deitamos fora o capital de coragem e lucidez política que temos vindo a amealhar. Isso seria uma inesperada desilusão e regressão.

Na ausência de certos esclarecimentos e fundamentos adicionais que deveriam ser feitos por um grande covarde, só vêm revelar o baixo nível das ofensas e provocações gratuitas e desprovidas de bom senso; e contribuem para adensar o clima de suspeição. Terá este covarde abdicado da finalidade da sua função e resvalado para uma nova conduta à imagem que dele é habitualmente difundida, ou seja, um grande oportunista?

Veio mesmo a calhar a fulminante tirada - mais uma! - do Gaius, dita depois de ser eleito para o novo e assaz serviço de terceira, do consulado mealhadense. Com o alcance e o brilhantismo, a racionalidade e sensatez, a elegância e o requinte habituais, o iluminado Germanicus, põe em dúvida um dos mais prestigiados militantes do seu Partido.

Orelhas moucas para palavras loucas, porque o Imperador tem o poder de dizer o que lhe dá na real gana e até parece que os atingidos têm que ouvir e calar? E calam-se por simpatia, por obediência, por conveniência ou consentimento? Pois, meu menino, percorres muitas milhas a escarninhar, mas, tem paciência, para esse peditório já eu dei há muito tempo e a bruxa da tua terra já morreu há muitos anos. O teu destempero verbal deixa de fora o teu comprido rabo de uma enorme contradição e gritante aberração.

Como se vê, o desatino do Tonecas da Pampilhosa ainda anda à solta e não há vacinas que eliminem o vírus do menino maluquinho. Parece que pelas suas hostes não há ninguém de peso que enfrente a demência nele instalada. Ao invés, o santinho é entronizado e passeado em andor com música e foguetório; goza do trato dispensado aos antecessores, outrora incensados e agora cobardemente atraiçoados, não é senhor GBM? Em suma, na advocacia, na horticultura, no bruxedo, na caça ao dote, na política e no resto, através de muitas milhas percorridas na procura do Santo Graal, os resultados revelam que temos o que merecemos, mas eu não. O remédio para os que foram vítimas é aguentar e assumir a culpa pessoal; não há outro.

Sexta-feira, Novembro 13, 2009

CIÚME E CÓLERA

O ciúme, foi e será, causa de rompimentos e alterações da relação amorosa.Lá diz o ditado: "Zangam-se as comadres, dizem-se as verdades". Em casos extremos pode originar perversidades, violência e até crimes. Menos acentuado é causa de muitos sofrimentos e angústias, injustiças e perturbações. Um dos gigantes maus da alma - como a ira, a inveja e o ódio - o ciúme não é fácil de vencer.
Depois de vermos tanto ciúme, percorremos a Milha de Calígula e, como tal, verificamos que o mergulho na solidão pode ter origem em alguma adversidade, mas muitas vezes há uma predisposição ou um não saber viver. A derrota destroça os homens.
O lobo veste a pele do cordeiro e refugia-se naquilo que ele tantas vezes apregoa: GROSSERIA e ENSANDECIMENTO!
Esperemos que a Circe lhe cante mais uma canção harmoniosa e lhe oferte uma das suas bebidas saborosas e cristalinas. O maluquinho caça dotes, terá de ter cuidado com a Circe, porque deixará de ser lobo e cordeiro e, assim, juntar-se-á aos porcos comendo bolotas.
Ficará à espera de Mercúrio, o deus que protege os homens.

Segunda-feira, Outubro 12, 2009

A VITÓRIA DE UM GÉNIO POLÍTICO

O desejo de alcançar o sucesso está declaradamente ou não em todas as mentes. Mas, enquanto para uns ele pode e deve ser alcançado de qualquer modo, predatoriamente, para outros, como CARLOS CABRAL, é apenas o bendito fruto de excelência e da perseverança. Talvez, neste caso seja mais apropriado falar de êxito.

Certamente que a forma como desfrutam do sucesso será diferente num ou noutro caso, ou seja, a serenidade de que desfruta o alpinista após a difícil escalada para a conquista do pico não é igual à de quem lá foi colocado, digamos, de helicóptero ou pelas lagartas de um bulldozer.

Ontem, o magnífico candidato do Partido Socialista à presidência da Câmara Municipal da Mealhada - CARLOS CABRAL - mais parecia um bulldozer que, com as suas lagartas, esmagou totalmente os seus opositores, obtendo um resultado que fica para a história deste Concelho e será recordado por muitos e longos anos.

As grandes expectativas fazem os grandes homens e, na realidade , o êxito é um caminho, nunca uma meta.

Terça-feira, Setembro 15, 2009

NÃO SEI POR ONDE VOU!

A vida é o legado mais precioso que ganhamos ao nascer. Usufruí-la é uma arte, um dom. Destruí-la é um crime.
Tema tão querido a todas as religiões e filosofias, sobre ele discorreram pensadores de todas as nacionalidades em todas as épocas. Tratado na Bíblia como em qualquer canção pop, na poesia romântica ou na moderna, na literatura e no teatro, são as afirmações divergentes.
O certo é que sem a vida não existimos - passe a aparente idiotice da frase -, mas o que mais importa é a qualidade de vida. Para uns, "a vida é o que se pode ter"; para outros, "nós fazemos a vida"; em ambas as asserções, vida é qualidade de vida. Que depende de condições externas, permanentes ou temporárias, mas também muito da formação da pessoa, herança genética, educação, personalidade e outras coisas mais.
Dizia o filósofo Nietzche: "É em ti mesmo que se coloca o enigma da existência - ninguém a pode resolver senão tu." E eu acrescento o pensamento de Jean-Paul Sartre: "O homem tem de poder escolher a vida em todas as circunstâncias" para poder dizer como Pablo Neruda: "Sucede que tanto vivi, que quero viver outro tanto."
Dedico tudo o que escrevi ao Gonçalo Breda Marques, o celebérrimo político Mealhadense que sabe que os verdadeiros problemas do concelho se resolvem na rua, no dia-a-dia na prossecução de todo um projecto de modernização e desenvolvimento do nosso concelho. Fica desde já convocado para continuar este desígnio, porque a douta Engenheira Arminda Martins irá fazer-lhe, sempre, uma marcação cerrada e não lhe permitirá passos em falso.

As costas que me envolvem




http://www.youtube.com/user/Hugovillella


Un abrazo grande a todos los amigos de este blog


Freyja

Sexta-feira, Setembro 11, 2009

DANOS COLATERAIS

Nos últimos anos entrou no nosso vocabulário uma nova terminologia, a propósito de algumas baixas nos palcos da guerra. Dizem os entendidos que o mal chegou à política mealhadense. Trata-se dos danos colaterais, ocasionados por fogo amigo, querendo com isso dizer que foram provocados sem intencionalidade, mas antes por fatalidade, pelo acaso ou erro, como se fossem uma consequência lamentável, não calculada e premeditada. Logo são desculpáveis. No entanto sobejam razões para suspeitar que o recurso a tal terminologia e a invocação do argumento nela contido têm por objectivo negar ou encobrir a cegueira ética, condicionada ou deliberada. Por isso temos o direito de desconfiar da "bondade" da expressão; e temos a obrigação de pôr em causa aquilo que ela esconde.
A mentira e a propaganda políticas e mediáticas visam a conformação total e abrangente de todas as esferas da vida humana à produção de vítimas ou danos colaterais. A política na Mealhada tornou-se uma luta sem fim e sentido entre montes de meias-verdades, de omissões maliciosas e intervenções conflituantes, incapaz de gerar consenso na denúncia das aleivosias intencionalmente maquinadas e perpretadas pelos homens do costume. São os que usam todos os ardis e assédio moral para encobrir a indecência do modo de ser e estar e que tomam decisões abjectas e reprováveis pela moral e alargam o fosso da cada vez maior separação entre a lei e a ética.
Do magno informativo circulante, constatamos que estamos a assistir a um "mobbing" político onde imperam as falsas promessas, o desgaste psicológico, expectativas goradas que deixam vítimas em choque, vergonha, descompensação, dissociação de personalidade, stress pós-traumático que seria de difícil interpretação até para o célebre psicólogo Heinz Leymann.
Será isto deturpação, exagero ou ficção da nossa parte? Antes fosse!

NÃO PRECISOU DE ADVOGADO (PIADA INFAME)

Nem foi preciso Advogado!

Um homem foi apresentado perante o juiz e acusado por ter feito sexo
com um cadáver feminino.

Disse o juiz:
- Em 20 anos de magistratura, nunca ouvi uma coisa tão nojenta e imoral.
Dê-me uma única razão para eu não pô-lo na cadeia!


- Vou lhe dar não uma, mas TRÊS boas razões:
1º) Não é da sua conta;
2º) Ela era minha esposa;
3º) Eu NÃO SABIA que ela estava morta; ela SEMPRE agia assim!


ABSOLVIDO............

O ÚLTIMO DIA DO CARTEIRO (Piada)

Era o último dia de Rubens como carteiro.

Após 35anos de serviço ele levava as correspondências por toda vizinhança e tratava a todos de uma forma bastante carinhosa.

Quando chegou na primeira casa de sua rota, foi recebido pela família que ali estava. Todos gritavam seu nome, e ainda presentearam-no com uma linda camisa.

Na segunda casa, presentearam-no com uma caixa de charutos finos.

A família da terceira casa entregou-lhe uma caixa com iscas para pesca.

Na quarta casa foi recebido na porta por uma loira deliciosa, vestida com uma camisola transparente e minúscula.

Ela segurou sua mão, gentilmente fechou a porta, colocando-o para dentro,subiu as escadas em direção ao quarto e transou com ele de uma forma que ele jamais tinha experimentado.
A mulher fazia de tudo, literalmente tudo, realmente parecia insaciável.

Quando ele já não agüentava mais, os dois desceram para a cozinha, onde ele foi novamente surpreendido com um café gigante: frutas, geléias, bolos, pães e um suco de laranja..

Quando estava saciado, a loira ofereceu-lhe um copo de café expresso.
Enquanto ela preparava, ele percebeu uma moeda de 10 centavos ao lado da xícara.

Tudo isso foi tão maravilhoso, mas por que a moeda de 10 centavos,perguntou o carteiro?

- Bem, ontem à noite, eu avisei ao meu marido que hoje era seu último dia de trabalho, e que nós deveríamos fazer algo especial pra você.

Perguntei o que deveríamos lhe dar e ele disse:

- f*de com ele: Dá uma moeda de 10 centavos!

- Mas o lanche foi idéia minha!


E VIVA AS LOIRAS! EHEHEHEHEHEH!!!!!!!!!

REMÉDIO PARA O RONCO (Piadinha)

REMÉDIO PARA O RONCO.....

Chega a uma cidadezinha do interior já cansado do seu dia de trabalho, um vendedor (negro forte) que precisa repousar e vai para o único hotel da cidade, mas que, infelizmente não tem mais vaga.
O sujeito entra e fala:
- Dê um jeito, por favor, que preciso dormir, nem que seja uma cama apenas.
O recepcionista responde:
- Olha, tenho um quarto com duas camas, onde está hospedado um sujeito que me disse que gostaria de rachar as despesas com alguém. Mas tenho que avisá-lo, o sujeito ronca até não mais poder. Tanto que os vizinhos telefonam se queixando de que não conseguem dormir.
- Sem problema, fico com o quarto, preciso dormir!
O recepcionista apresenta os hóspedes um ao outro e diz que o jantar está servido, para quem quiser.

No dia seguinte, o vendedor desce ao restaurante para tomar café e, contrariando as expectativas, estava bem disposto.
O recepcionista pergunta:
- O senhor conseguiu dormir?
- Sem problema!
- Mas os roncos não o atrapalharam?
- Nada! Ele não roncou nem por um minuto.
- Como assim?
- Bom, foi simples. O sujeito já estava dormindo quando entrei no
quarto. Então me aproximei da cama dele e beijei a bunda dele,
dizendo: Boa noite, coisinha linda... E o sujeito passou a noite toda sentado na cama me olhando assustado, com medo de dormir

Quinta-feira, Junho 18, 2009

JAMAIS TE ESQUECEREMOS!

Carlos Manuel Natividade da Costa Candal

01-06-1938 / 18-06-2009


"AVEIRENSE, REPUBLICANO E SOCIALISTA"

ATÉ SEMPRE CAMARADA!

Quinta-feira, Abril 23, 2009

Discriminação a Brasileiros na Europa

Olá amigos...

lembram de mim ?

Axiológico...

Pois andei meio sumido do blog, apesar de acompanhá-lo "off-line"

Primeiramente quero mandar um abraço a todos os amigos do blog...

e passar-lhes a notícia que me causou um pouco de tristeza...

Foi revelado um estudo sobre discriminação e xenofobia e o resultado apontou que em Portugal o povo mais discriminado é o brasileiro...

Achei estranho, pois, pelo menos neste espaço sempre vi todos os Brasileiros muito bem tratados, porém segue a matéria para que sirva de exemplo para pessoas que não são tão amigas quanto vocês:

fonte LINK:

"

Um estudo publicado nessa quarta-feira pela Agência de Direitos Fundamentais da União Europeia (FRA, na sigla em inglês) indica que 44% dos 64 mil brasileiros que residem legalmente em Portugal teriam sofrido algum tipo de discriminação nos últimos 12 meses.

Segundo o estudo, esses brasileiros teriam sofrido discriminação ao tentar abrir uma conta bancária, ao buscar trabalho, residência, serviços sociais e de saúde, ou mesmo em bares, restaurantes e lojas. O estudo indica ainda que 74% dos brasileiros consideram alto o nível de discriminação e racismo em Portugal.

Esses números fazem parte da primeira pesquisa já realizada pela FRA sobre a situação dos direitos fundamentais nos 27 países europeus, baseada em entrevistas realizadas com 23,5 mil imigrantes e membros de minorias étnicas residentes no bloco.

O estudo revela que 12% das pessoas que se incluem em um desses grupos foram vítimas de algum tipo de violência motivada por questões racistas durante os últimos 12 meses, entre elas roubos, ameaças e assédios.

Conforme a FRA, 37% dessas pessoas afirmam ter sido discriminadas de alguma forma nos últimos 12 meses e 55% sentem que a discriminação por motivos raciais está amplamente difundida no país onde vive.

O único país no estudo em que são apresentados dados que citam especificamente a discriminação de brasileiros é Portugal.


IMPUNIDADE:

A FRA chama atenção para o fato de que 82% das vítimas declaradas dessas práticas não denunciou a agressão às autoridades locais. "A pesquisa revela o quão elevado é, em realidade, o número de delitos racistas e a discriminação na UE. Os números oficiais são só a ponta do iceberg", afirmou Morten Kjaerum, diretor da agência.

"Isso significa que os autores dos delitos continuam impunes, que não se faz justiça às vítimas e que os responsáveis pela formulação de políticas não podem tomar ações apropriadas para evitar que se repitam as infrações", ressalta.

O motivo da omissão em 80% dos casos é a falta de conhecimento a respeito das instituições encarregadas de ajudar vítimas de racismo ou discriminação. Essa foi a razão apresentada por 92% dos brasileiros entrevistados em Portugal.

Outros 40% das vítimas considera esse tipo de incidente algo normal, enquanto 64% disseram acreditar que sua denúncia não teria resultados. A raiz dessa desconfiança, segundo a pesquisa, está na percepção que as vítimas têm do poder público. Entre os entrevistados, 58% dos norte-africanos e 50% dos ciganos disseram acreditar que já foram abordados por agentes de segurança apenas devido a sua origem étnica"

FONTE: site www.terra.com.br

Sexta-feira, Abril 03, 2009

GAIUS GERMANICUS - CALÍGULA - "O MALUQUINHO"

Para breve, neste blogue, a verdadeira história de um "maluquinho", cá do concelho, que teve a desdita de recorrer ao CASABLANCA e não teve comentários.
É a história de Gaius Caesar Germanicus, conhecido por Calígula, terceiro imperador romano, reinante entre 37 e 41 AD (não confundir com Aliança Democrática), que ficou conhecido pela sua natureza extravagante e por vezes cruel. Foi assassinado pela guarda pretoriana em 41, aos 29 anos. A sua alcunha Calígula (que significa botinhas em português) foi posta pelos soldados das legiões comandadas pelo pai, que achavam graça vê-lo mascarado de legionário, com pequenas caligae (sandálias militares) nos pés.
Filho mais novo de Germânico e Agripina, bisneto de César Augusto, o "maluquinho" irrompe em cena após a morte de Drusilla, sua irmã e amante, para expressar o seu desejo impossível - a lua, ou a felicidade, ou a vida eterna -, seu novo programa de vida - é preciso ser lógico até ao fim, a todo custo - e a sua descoberta, do que acarretará como sendo a verdade absoluta - os homens morrem e não são felizes. Calígula constata o absurdo e decide levá-lo às últimas consequências, perdendo os limites do poder, da liberdade, da razão, negando todos os laços que o prendem ao género humano. Sendo uma tragédia da inteligência, Calígula traz uma compreensão de que ninguém pode salvar-se sozinho, nem pode ser livre à custa dos outros. O mesmo se passa no concelho da Mealhada, onde um intelectual frustado ainda não aprendeu que seria muito mais interessante para a sua vida se deixasse de compará-la com a dos outros.


Quarta-feira, Março 25, 2009

A traição

Cometem-se muito mais traições por fraqueza do que em consequência de um forte desejo de trair. Há pessoas que são assim por natureza, por isso já nada nos admira.
Porém, nunca nos vamos fatigar da vida, porque é de nós próprios que nos fatigamos. Nunca esquecerei que o sentido da vida está em viver cada dia tal como se apresenta.

Gratidão

Nunca esperes gratidão. Assim sentirás menos o pontapé recebido.

Quinta-feira, Março 19, 2009

Frango à Mealhada

Na terra do leitão, sexta-feira à noite, numa quinta com três pinheiros, alguém irá comer frango!...
Comei e gozai a felicidade material que se baseia sempre nos números e regai-a com tinto da bairrada. Lembrai-vos que a felicidade é um vinho maravilhoso que parece insípido a um paladar vulgar e que ser feliz, em última análise, não é uma questão de sorte, ou de opção livre, ou de um "calha" qualquer, mas sim uma necessidade vital.

Segunda-feira, Março 16, 2009

O DIABO E O BURACO

Aqui deixo um breve recado a um político concelhio, vaidoso, arrogante e que, como é costume, passa a vida a dizer mal dos outros, mas enquanto podia fazer algo pelo Luso, apenas assistimos aos seus já costumados "bluffs".
Pois Senhor GBM, não esqueça que a comédia é a nossa vida, e teatro de farsa é o mundo inteiro, e nele todos nós somos farsantes, até mesmo o senhor ex-deputado que só palrou e nada fez por esta terra mítica.
O senhor não tem tempo - nem inteligência - para aproveitar a vida e para fazer dos seus sonhos realidade o que, lamentavelmente, o torna num grande frustrado, depois de tantos buracos em que se tem metido. Efeitos naturais de retiradas de confiança? Talvez!...
Veja se consegue entender que buracos há por todo o lado e têm de ser tapados, porque a essência da vida é andar para a frente, sem possibilidade de fazer ou intentar marcha atrás, na qual o senhor é perito.
Na realidade, por mais que se esforce, o GBM nunca saberá entender que a vida é uma rua de sentido único.

Sexta-feira, Março 06, 2009

MAMAI ATÉ PODER

Peço desculpa se ofendo alguém, mas hoje fui beijado por uma brisa fresca e lembrei-me de que há quem chore lágrimas da cor da ira e que, por certo, anda a ler o Livro do Desassossego, pois a mania do absurdo e do paradoxo é a alegria animal dos tristes. Eu sinto a tristeza que lhes vai na alma, mas quem não compreende a tristeza não compreende este mundo de lágrimas.
Vejo homens infelizes que buscam consolo em misturar as suas mágoas com a dos outros. E as suas almas entristecem, como vai envelhecendo o seu coração. Pouco a pouco. Sem dar sinais.
Passo os olhos pelos semanários concelhios e vejo uma borboleta de sonho, que é como a alma dos aflitos e se parece à palavra melancolia.
Afinal todos querem continuar a mamar!

Quinta-feira, Março 05, 2009

MATA DO BUÇACO


QUERER É PODER
Hoje, pela manhã, foram aprovados os Estatutos da
FUNDAÇÃO BUÇACO
É meu dever agradecer a um bom homem - extraordinário político - que tudo fez para que tal se sucedesse:
OBRIGADO AFONSO CANDAL!
Os LUSENSES jamais te esquecerão.

Quinta-feira, Fevereiro 19, 2009

ENXOTA

Enxota de sobre mim o teu olhar enigmático
Porque dele já sou cativo.
Teus cabelos são como um rebanho de ovelhas negras.
Tua fronde é como um templo canonizado
Teus olhos de pássaros entre teus cabelos
Teu ventre como um elevado no deserto envolto de açucenas do campo.
Teu nariz se parece uma torre guardiã, de onde se vê todo o mundo, abaixo.
Teus adornos descansam e riem pelo teu corpo.
E eu cativo nas tuas madeixas, especiosas.
De ti nasce o amor, amada minha. De ti nasce a delícia e a volúpia da vida!
Tu minha cúmplice, minha confidente.
Teu nome Gina, esposa minha, é suave aos meus ouvidos
E aplaca os meus temores.
Vem linda, minha, por amor. Meu coração se rachará de gozo
E assim, conhecerás sua imensidão.
__________________________
Naeno* com reservas de domínio
MATULÃO

Vivo das lembranças...
De levantar do chão meus pés andarilhos.
Nessas investidas, quase muito eu vi.
A florada no seu tempo certo,
E escutei com displicência o argumento dos homens
Duvidosos das chuvas, de língua seca.
Morro das lembranças
Eu apanhando do chão
Meu matulão cansado da estrada
E eu um homem desertificado,
Orado, rezado, benzido pelas sombras boas.
Cacho de alecrim, pra espantar mutuca,
E deixar um cheirinho
Que a gente logo abusa.
E de noitinha ouvir a sinfonia mais desencontrada
A saparia escondida, do maestro ensaboado.
Araras no topo jogando migalhas,
Que até eu, de fome, que chega às mesmas horas
Peguei e comi lembranças do chão.
Adoeço só de ver as estradas encobertas
E um céu sem uma nuvem que se pise.
Quanto mais me disto desses lugares meus.
_________________________________
naeno* com reservas de domínio

Sábado, Janeiro 31, 2009

Diário da minha desilusão


Quantas vezes, amor, não pensei que me fosses abraçar? Mas, não! Ignoraste-me como se eu fosse um insecto que se esconde nas fendas húmidas da terra. Nem com este vento cortante e gélido te lembraste do quanto sofro pela tua ignominiosa indiferença. Tu sabes quanto o frio me retalha as carnes e me faz adormecer os sentidos. Mas, não! Onde é que já se viu alguém que muito amamos e que nos fez mil promessas de amor, diante das mais puras flores, não abrir a porta quando transidos o corpo e a alma de frio, lhe tocamos nervosamente à campainha da porta? Não! Tu não és gente! Esqueces-te que o amor é como os cavalos. Quer-se de puro-sangue! Mas, não! Não só não me abres a porta, como te contentas em oferecer-me um coraçãozinho de lata, embrulhado em papel de alumínio, quando fiz anos. Lembras-te desse malfadado dia, meu querido? Estava eu a preparar-te um banho de essências, quando o meu corpo almiscarado e bravio, apenas recebeu como boas vindas o toque apaneleirado da tua mão. Nem o José Castelo Branco tem destas saídas! Onde foste tu aprofundar tamanho aviltamento das tuas emoções? Balanceando o meu corpo num derradeiro estertor de sedução e promessa de uma noite de amor nunca por ti sonhada, fui banida e profanada no mais profundo da minha sensibilidade de mulher e de ser humano. Encolheste os ombros, sacudiste as mãos e foste passear o cão. Quando regressaste, estava eu lavada em lágrimas, dobrada sobre os joelhos, ao fundo da cama. Deve ter-te custado este meu estado porque, no fim de teres tirado a trela ao cão, puxaste do tal embrulho em papel de alumínio e disseste-me com aquele teu ar ridículo de quem condescende e nos faz um grande favor.
- Toma lá, torrãozinho de açúcar! Foi o melhor que encontrei!

No outro dia, quando fui à mercearia, ouvi esta boca da D. Joaninha:
- Então, gostou da sua prendinha? Estava eu nos trezentos, quando o seu querido lá chegou. Vi-o tão atrapalhado que não consegui passar sem saber a razão de tamanha atrapalhação. Contrafeito, lá me contou. Apontei-lhe um coraçãozinho de lata que estava ao pé de um monte de abanos. E, se quer que lhe diga, também fui eu que lhe sugeri o tal embrulhinho. É lindo, não é?

Tive vontade de a esganar ali mesmo. Mas, não! Eu sou uma senhora e não quero mistura com plebeias com a mania que têm opinião. Às tantas, era com ela que tu estavas daquela vez que não me abriste a porta. Ainda não tirei isso a limpo. Mas, garanto-te que tudo se sabe. Tudo se sabe, meu querido! Não adianta a desculpa que inventaste. Não, não foi o barulho do canalizador que te impediu de ouvires a campainha. Era o teu devaneio e a tua mania de macho latino que monta tudo o que é gado! Tudo suportei com bravura e espírito de sacrifício. A ninguém falei desta dor que me fere de morte. Foram muitos os "downloads" que fiz à procura de santos de todas as irmandades para que me pudessem ajudar nesta aflição. Mas, não! Não descobri santo nenhum que pudesse fazer por mim aquilo que só Deus é capaz de fazer com o diabo. Porque tu és o diabo! Mas, deixa lá que eu hei-de saber quem é que estava contigo naquela tarde…
Desceste, algum tempo depois, as escadas, a correr, e nem sequer me abraçaste… Isso nunca te perdoarei!

És tão bela!


A tarde já ia sensivelmente a mais de meio e já estava atrasada. Chovia torrencialmente e eu segurava, com dificuldade, o meu chapéu-de-chuva encarnado. Uma das varetas já furou o pano, o que fazia com que o meu cabelo fosse ficando cheio daquelas gotinhas de água que me deliciam, penduradas nos galhos vazios da minha tília. Bem digo eu que não sou mais do que uma árvore. Quando olhava de soslaio para o meu cabelo, as gotas de água faziam-me sorrir e ficar cada vez mais envolvida pelo ambiente circundante. Em mim, tudo se entranhava: a chuva, as pessoas e o ar cinzento da cidade.
- Menina, diga-me se está a chover! Foi assim que o velhote se me dirigiu do outro lado da rua, na esquina das arcadas da Praça Rodrigues Lobo.
-Claro que está! O senhor não vê?
- Eu sei que está! Mas, não chove em todo o lado… Decididamente este velho era maluco ou seriam estas saídas prenúncios de Alzheimer? Pensei.
Continuei a andar e o velho foi-me no encalço.
- Espere, um pouco menina! Para quê tanta pressa? A vida são dois dias!
Parei, olhei para trás e quase que o meu chapéu se embrulhava no dele.
- Se acha que a ofendi, peço-lhe desculpa.
- Não, não ofendeu nada! E aquele tradicional “desculpe, que tenho pressa” que em situações idênticas nos ocorre, o que não era o meu caso, eu tinha mesmo pressa, foi trocado por um vislumbre de paciência e curiosidade.
- És tão bonita! Chamas-te Fernanda, não é?
- Não. Sou NOKITAS!
- És tão bonita! Não se cansava o velho de repetir.
- Sabes, uma coisa? Sou viúvo e até pode ser que nos encontremos. Moro aqui perto.
- Muito bem. Eu vou visitá-lo um dia destes. Agora tenho pressa! O “ tenho pressa” acabou mesmo por sair. O velho já quase que estava debaixo do meu chapéu.
- Para quê tanta pressa, menina! A voz dele era mais um suspiro que se diluiu na veemência com que continuava a apregoar o “ És tão bonita!”, à medida que me afastava. Não voltei a olhar para trás. Segui determinada o meu destino, não ligando, sequer, ao desconforto que me causava a água que me entrava, também, pela sola das botas, descolada.
Não voltei a pensar no assunto, senão, à noite, à lareira, com a Ana sentada ao meu lado.
- Mãe, é um velho tarado!
- Pode ser! Mas, o que me intriga é a situação em si. Um velho, ainda bem parecido, com olhos de uma liquidez perfeita. Azuis! E perdidos…E depois a veemência das palavras. A chuva, o meu cabelo com pérolas iguais às que se formam nos galhos da tília, os meus pés encharcados e o ar sombrio e cinzento da cidade. E, no meio disto tudo, és tão bonita! Há alturas na vida em que tudo faz sentido. Os velhos que se agarram desesperadamente à vida, a chuva e água que nos entra pelas solas das botas, descoladas, o brilho das pedras da calçada e as tábuas escorregadias da ponte que me conduzem para perto das portas da cidade. Nem uma vez olhei para trás para ver como ficou o velho. Tudo acaba. Até o que nem sequer começou!

Segunda-feira, Janeiro 26, 2009

Luso: OS PRÓS E OS CONTRAS

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HOY COMENZAMOS UN NUEVO LOOK, PARA QUE TODOS LOS AMIGOS SE SIENTAN ACOGIDOS
UN ABRAZO DE LA ADMINISTRACION

Sexta-feira, Janeiro 23, 2009

Quem manda?

O poema ensina a cair sobre os vários solos desde perder o chão repentino sob os pés como se perde os sentidos numa queda de amor agarrado ao poder, ao encontro onde a terra abate.
-«Mas eu é que mando!»
Pois é, tu é que mandas, mas lembra-te que até nos actos mais pequenos deves pôr o coração, a cabeça, a inteligência e a alma. Esse é o segredo do êxito.
- «Já disse e repito: Eu é que mando!»
Pois é, queres mandar em tudo, mas lembra-te que já o Hemingway dizia que o homem pode ser destruído, mas não pode ser derrotado. E nós somos uns vencedores, sabes porquê? Porque nunca pensámos que uma meta foi feita para nós, mas sim nas virtudes que precisámos de desenvolver para conseguir atingi-la.
- «Mas digo e repito que eu é que mando!»
Pensas que nos fazes sofrer?! Nós não procuramos o sofrimento. Mas, se ele fizer parte da conquista, vamos enfrentá-lo e superá-lo. Arriscamos, ousamos e avançamos na vida, aliás, como tu já sabes, porque é uma aventura gratificante para quem tem coragem de arriscar. É por isso que se não nos respeitares podes ser o grande responsável da derrocada, porque se não se aponta certo, é impossível acertar no alvo. Lembra-te que as oportunidades não abundam, e raramente as encontramos uma segunda vez.
PS : Deixa-te lá ficar no teu cantinho, onde tens mais que fazer, e não te metas onde não deves. Respeita se queres ser respeitado.

Quinta-feira, Janeiro 22, 2009

UNS COM TANTO... OUTROS SEM NADA!

Até me arrepio quando reparo para os proveitos anuais de alguns políticos locais que todos muito bem conhecem. É por isso que esta imagem me choca brutalmente.

Quarta-feira, Dezembro 10, 2008

03. NATAL um momento exclusivo aos homens, dado por Deus. Tempo de reflexão de nossas vidas. Se estamos agindo como seres, a imagem de Deus, ou se nos perdemos, em cor e formato diante do que tem na terra de atrativodestrutivo.
Uma composição minha com a louvação de um dos grandes cantores do Brasil. XANGAI.

4 comentários
FERNANDO PESSOA


Fernando Pessoa, Instrumentotérreo
Da sonata dos meus ais.
Um guizo que flutua entre o céu e a terra,
Um barulhinho bom, uma harpa.
A cortejar meu coração.
Aceitei os teus encantos
Porque eras a minha vida viciada
Porque fostes a minha luta embriagada
Pois eras um Zeus de Deus
Um confortável companheiro nas noites quietas
Uma companhia que em tudo se faz presente.
E que me deu a mão como um arrimo
Que escrevestes em mim, cartas de amor
Amor de amar, amor de irmão.
Pai fostes o meu, mais demorado
E eu irmão de tuas mãos que afinam o lápis
Primo de teus encantos, sermões das montanhas
Que te multiplicastes, um milagre de pão,
Da forma, da miséria alheia, que te torturavam
Aprendi contigo, pessoa do meu rebanho,

A andar perto e distante dos astros incandescente, perigosos
Visto que o ataque do coração, eu reagia,
Como quem sabe. Dando mil pulos mortais.
Amo a pessoa de Pessoa bom, e lindo no tudo
Na endireitada e combinada farda preta
Que se via a tarde, quando regressavas,
Não se sabia de onde... De um velório de outro,
Ou de tua própria morte, exausto de fazer milagres.
Acompanhado de perto e de longe dos fariseus
Que te acomodavam no leito da estrada
Quando seguias bêbedo, de amor, de sonho
E do teu legado, o que deixastes impresso
Nas almas dos outros, o que recitavas por onde caminhavas
Até à beira dos rios, numa nostalgia
Fácil de se sentir, em tua pessoa.
E nós, zelosos por essas tuas filhas,
Fomos nos casando, cada um com uma,
Ah, a bigamia, aos teus olhos seriam,
Incisivamente perdoável,
Porque amastes a muitos, amastes aos muitos,
E eu amo toda gente que são pessoas assim.

Beijos, saudades.
Naeno

Terça-feira, Outubro 28, 2008

CAILEEN


Gosto dos sorrisos entreabertos de todos os rostos… Gosto das palavras com laivos de infância que, de vez em quando, surgem no meu amanhecer. Não é muito difícil chegar aqui e ver que alguém, inexplicavelmente, me fala das coisas que gosto: unicórnios, cantos sombrios, joelhos esfolados, choros baixinhos, faróis e vaga-lumes… Há quem me envie músicas que transformam a minha página no murmúrio suave das águas dos rios. Há quem não diga quase nada e diga tudo nas pétalas brancas de uma rosa. Há quem me envie amor… Nunca sei responder muito bem a quem me envia amor porque acho que o amor tem vários rostos e todos eles cabem na minha alma. Há quem faça de uma taça a celebração de uma voz que se esconde na bruma ou seja a intenção indelével de um encontro onde as horas do dia se transformam em degraus por onde posso ascender ao cume daquilo que não sei descrever mas que é, inexoravelmente, esse não sei descrever, a minha forma de estar aqui. Há quem me fale de assuntos sérios e que me fazem pensar….Há quem faça disparar em mim a paz e os conflitos… Gosto das palavras que me amordaçam e das que me libertam porque é sempre com um fôlego novo que dou volta às situações que se me deparam. E nunca a voz dos poetas se atrofiou dentro de mim. Descobri-lhe o destino nos momentos breves em que apenas contemplo a imensidão do mundo. Há cambiantes diferentes, rumos traçados num empolgar de sentimentos como se eu caminhasse nas margens brancas das minhas memórias. Há o soçobrar de um beijo que escorre lânguido nos versos que ainda não inventei porque o tempo que vivi e o que sei se escapa por entre os dedos das mãos. Há colchas de retalhos e girassóis na lua quando sigo com o olhar outro olhar… Quando o silêncio não é mais de que uma lágrima e a emoção que brame um grito retardado. Circunscrito a um espaço, cujas fronteiras desconheço, existem planícies e desertos. Sigo o declive das dunas e partilho com o vento os passos de uma dança. Reinvento-me ao som dos tambores que sinto rufar dentro de mim. É assim que estou aqui. Um ritmo e uma dança. Passos brancos na lua por aquilo que sinto e que me vem do lado em que vocês estão… O meu profundo reconhecimento. Contai comigo sempre!

Domingo, Setembro 07, 2008

Você nunca está só


Você está desanimado? Sente-se sozinho e abandonado? Está convencido de que ninguém se interessa por si? Acredita que ninguém lhe liga? Pensa que ninguém repara nos seus sucessos ou nos seus fracassos? Ou que a sua vida e a sua morte nada significam para os outros? Você está errado! Existe alguém que se interessa MUITO por si e acompanha todos os seus passos. Mesmo que todos o tenham abandonado, o MINISTÉRIO DAS FINANÇAS continuará pensando em si!!!

Quinta-feira, Setembro 04, 2008

Familia PAULO BENTO


Descubra o PAULO BENTO!!!!

Segunda-feira, Agosto 11, 2008

AFINAL...

Afinal, o que tem mantido a raça humana neste velho globo, apesar de todas as trágicas falhas da humanidade, se não a fé em novas possibilidades e a coragem de as defender?

Domingo, Agosto 03, 2008

Nas Águas do Verso


Nas águas do verso....já está à venda....OFICIAL!! =)
este pequeno GRANDE livro, a partir de segunda feira, estará a "bombar" por muitos cantos deste pequenito mas também GRANDE país.
Custou...deu trabalho...deu vontade de desistir...mas hoje olhando para ele, pegando nele e vendo o quanto está LINDO (sim, porque ao vivo é ainda mais bonito que nas fotos), chego à conclusão que foi uma "missão" feliz.!!
ainda não está no catalogo online da editora, nem das livrarias(nem fisicamente) , mas segunda feira o mais tardar já estará.

estas são os seguintes locais até ao momento onde pode ser comprado ( 13 €) .
Está LINDOOOOO
"Nas Águas do verso" nas seguintes Livrarias:

Livraria Leitura (Porto)
http://www.livrarialeitura.pt
Rua de Ceuta, Nº 88
Telefone 222 076 200

Livraria Byblos (Lisboa)
http://www.byblos.pt/
Rua Carlos Alberto Mota 17 Edíficio Amoreiras Square
1070-313 LISBOA

Bulhosa Books & Living
Galeria Comercial das Amoreiras
Av. Engenheiro Duarte Pacheco, s/n Loja 1129
1170-103 Lisboa
http://www.bulhosa.pt/
Método Online: Livraria Byblos (Lisboa)- http://www.byblos.pt/ Livraria Leitura (Porto)- http://www.livrarialeitura.pt Livraria Bulhosa( Lisboa, Linda-a-velha,oeiras, etc) - http://www.bulhosa.pt/ Editora Ecopy.:http://ecopy.macalfa.pt - Mail: ecopy@macalfa.pt

Domingo, Julho 20, 2008

SANDOKAM, ZECA PALECA, POETA CAVADOR
Nomes de um amigo, por suas várias facetas.
Mas falta o nome AMADO
O amor lhe cobre dos pés à cabeça
A nos deixar ávidos por um encontro
Com este fantasma do amor.
Guardei, perto de onde moras
Conchas recheadas de pérolas
Separarei uma a uma, pela medida exata
Do quanto te amamos,
Do quanto vales para nós.
No entanto Deus retruca, insinuoso
Amigo, verdadeiro, não se conta as aparições
Nem o quanto rebrilha, em sua presença.
É só um amigo.
Deus está certo, como sempre.

um beijo a todos
NAENO

QUANDO PENSO

Quando não se pensa em nada,
Há um mundo repleto de coisas ao nosso redor.
Mas quais os elementos que compõem o mundo?
Quase sempre eu não sei dizer o que penso do mundo.
E se eu estivesse acometido de um devaneio,
Uma doença dos sentidos, pensaria assim.
O que penso das outras tantas coisas que estão aqui.
O que eu saberia dizer disto, dos efeitos e de suas razões.
Quando falo em Deus, saberei a quem me refiro,
E a alma, esta volátil, dela o que dizer, objetivar?
Penso na criação do mundo, em quem o fez,
E pensaria coerente, caso visse tudo à mostra?
Não saberia dizer a ninguém,
Embora isso me interessse
Mas não fizesse sentido aos outros
Que também devem ter suas deduções alucinadas.
Pensar em tudo isso é sonhar acordado, de olhos fechados,
E deixar de pensar é impossibilitar aos olhos qualquer dedução
À minha cabeça, que inquieta insiste,
Às vezes acertando às vezes errando.
O mistério das coisas é o mesmo que reside em nós,
E as coisas também pouco sabem a nosso respeito.
O que seremos para as coisas com as quais nos confrontamos,
Podem elas ter um juízo acertado ou malogrado de nós.
Quem está na noite e fecha os olhos em nada muda,
E quem vai ao sol e fecha os olhos, perde-se dele falar.
É como se estar na noite, de olhos vendados; não se pensa nada.
Porque nada se vê e nada se tem para avistar.
Por que uma rosa orvalhada, vale mais que o que pensamos dela
Se quando nela nos abstraímos, a vemos inteira, como é?
Assim por mais que sejam insistentes os poetas,
Ou os obcecados pelos mistérios que se encerram nas coisas,
Às vezes desatinam em suas conclusões e transmitem
A outros que sequer contemplaram tais matérias,
Ficam com essa crença, a deturpada noção
Do mundo, e de tudo o que ele abriga harmoniosamente.

Quarta-feira, Julho 16, 2008

BLOG IN PAUSE


BLOG IN PAUSE

Quinta-feira, Julho 03, 2008

Votar em Last Good Bad Idea


Já está em votação o meu blog no passatempo superblogs awards da superbock.
Para votarem nele por favor aceder ao link:

http://www.superbock.pt/SuperBrand/Super_Blog_Awards/Votar.aspx?id=61

Categoria: Pessoal
Nome do Blog: Last Good Bad Idea

Segunda-feira, Junho 30, 2008

AMIGO SANDOKAN MEJORA LUEGO


NOTICIAS DE SANDOKAN

NUESTRO AMIGO SANDOKAN HA ESTADO ENFERMO
ESTUVO HOSPITALIZADO

DESDE BLOG LUSO, TODOS SUS AMIGOS LE ENVIAN MUCHO CARIÑO Y DESEAN QUE MEJORE LUEGO

SANDOKAN TE NECESITAMOS AQUÍ, MEJORA LUEGO AMIGO

UN ABRAZO MUY GRANDE Y DESEAMOS QUE ESTES MEJOR

SANDOKAN BLOG LUSO TE ABRAZA



© Freyja

Segunda-feira, Junho 23, 2008

Mearim Motos - He-Man


VIDEO MUITO ENGRAÇADO...

REVENDA DE MOTOS IMITANDO O DESENHO HE-MAN

HEHEEHHEHEHE

Quarta-feira, Maio 28, 2008

ENCOSTO
Não sou eu quem dá coronhadas e coices ao léu
Parte desta criatura que fez de mim o seu fulcro
Só ela
Quem me conhece sabe, sou uma aveludada flor
Uma pessoa sem espinhos de floreira
Nem uma desgastadeira lixa de folhas de cajueiro

Esta apaixonada da balbúrdia cavalga
Escanchada em meu macio ombro.
Valha-me!
Enquanto ando a pé, terrestre
Peregrino atônito até a morte
Sem razão nenhuma para choro ou sofrimento embaçado ou desânimo:
Não sou eu quem dispara coices de ferraduras no tempo.
É esta desconhecida criatura que fez de mim seu encosto
E se apropriou do estojo de minha cara e dela expeliu o estofo.

Quem dispara desarrima
Sem abrir a concha do ouvido
A ninguém que dela discorde
É esta!
Selvagem sombra monstruosa que faz versos como quem morde.

naeno

Quinta-feira, Maio 15, 2008

DETALHE

Era o brilho do teu olhar entre as pessoas
a buscar-me sorridente em cada canto,
e a festa esverdeada do encontro.
Detalhe era a piscada alegre
no outro canto da sala cheia
convidando... insinuando aproximar...
Detalhe era teu rosto preocupado
por uma dor ou na tristeza que eu tivesse
era teu sorriso orgulhoso
pela nota dez que fiz no teste.
Detalhe a tua mão
pousada em minha perna na estrada
e tua voz "boa viagem pra nós",
acompanhada do beijo que trazia.
Detalhe, o teu prazer vazado e descarado
somente por estar na minha companhia.
Detalhe o teu abraço no meu erro
e a frase de cumplicidade:
“Tudo bem! Na próxima a gente acerta!”.
Detalhes... para mim, não são detalhes
são pequenos feixes de luz
compondo e enfeitando a nossa história
pirilampos brilhando na paisagem
mostrando a vida que deixaste...
detalhe de eternidade na passagem.
À VIRGEM PIA

Minha mãe me deu a vida de matéria,
O conhecimento das coisas naturais.
Tu, MARIA, primeira santa, primeira poetisa,
Tu que encerraste em teu seio a sabedoria do Verbo DEUS
Me deste a vida do mistério, o conhecimento dos enigmas.
Tu és o modelo em que Deus fundiu,
E por isto tens sido e serás até o fim dos tempos
A referência dos predestinados, dos santos, dos poetas.
Todos os membros do Corpo Místico de Jesus Cristo
São teus filhos, e foram
E continuarão a ser nascidos misteriosamente de ti
Virgem e Mãe.
O impulso do meu ser para tua Pessoa
Tornada infinita pela isenção do pecado original
Estancará minha sede dos amores que se findam.
Em ti amarei, ó inatingível!
Todas as mulheres existiram entre mim e ti
Como tu, minha Musa, minha Mãe
Esposa do Espírito Santo,
O és entre mim e teu Filho o nosso Redentor Jesus Cristo.

naeno

COMO SE DEUS FOSSE INÚTIL

Não abra seu coração
Como quem abre porteira
Ou escancara cancela
Ou desmantela um oitão.

Não abra seu coração
Como se Deus fosse inútil
Ou se sonhar fosse fútil
Ou se viver fosse em vão.

Não faça do seu sorriso
uma alegria a esmo
Seja você sempre eu mesmo
Dentro do seu coração.

Deixe o seu riso lindo
Iluminando o luar
Banhando as ondas do mar
Com sua luz sedução.

Mas não permita ao abraço
Afogar um barco a vela
Desstroçar uma aquarela
Desativar o que vejo.
naeno

Terça-feira, Maio 13, 2008

ahaha

Quinta-feira, Maio 08, 2008

FAÇA PLACAS COM SEU NOME





SITE MUITO LEGAL ONDE É POSSÍVEL FAZER PLACAS E FOTOS COM SEU NOME:

http://www.imagechef.com/ic/product.jsp

Quarta-feira, Abril 30, 2008

GATAS EM MOTOS

QUE BELEZA...

MUITO BOM OS SALÕES DE MOTOCICLISMO

HEHEH

BOA SEMANA...

Sábado, Abril 19, 2008

Venham mais CINCO

Sexta-feira, Abril 11, 2008

Policial nu persegue ladrão de carro com lanterna


Um policial de uma pequena vila na Nova Zelândia não deixou que o fato dele estar nu o impedisse de perseguir um ladrão que tentava roubar um carro, segundo informa hoje a agência Reuters. O policial dormia em sua casa em Balclutha quando sua mulher o acordou durante a madrugada. Ela havia ouvido o barulho feito pelo ladrão, que tentava abrir o veículo. O agente levantou-se como estava e saiu atrás do criminoso, perseguindo-o com apenas uma lanterna nas mãos. O infrator conseguiu fugir, mas foi capturado logo em seguida. Segundo a polícia local, o ladrão ficou assustado ao ver um homem nu com uma lanterna correndo em sua direção e começou a fugir desesperado.

Domingo, Abril 06, 2008

Porto CAMPEÃO, azia no LAMPIÃO

Quarta-feira, Março 26, 2008

MOTOS INTERESSANTES HEHEHEHHEH








UM ABRAÇO PARA TODOS DO LUSO...

BOA SEMANA...

Domingo, Março 16, 2008

Tibete

Caem lágrimas,
Derramando esperanças.
Param-se corações,
Aniquilam-se multidões.

Gritos de medo, de sofrimento,
Constantemente se ouvem pelo ar,
Chegou mais um exercito de fuzilamento,
E mais vidas preparam-se para roubar.

A bala manda à condição,
Calam-se vozes da revolta,
A chacina parece a solução,
A uma paz que não tem volta.

Por: João Filipe Ferreira

www.lastgoodbadidea.blogspot.com

Quarta-feira, Março 12, 2008

Onde estarão vocês ???????????




OLÁ ??????????

ONDE VOCÊS ESTÃO ????


TEM ALGUÉM AÍ ?????????


ONDE ESTÁ ZECA PALECA ???


ONDE ESTÁ FREYJA ???


ONDE ESTÁ NAENO ??? etc etc etc



NÃO ABANDONEM ESTE SITE

Sábado, Março 01, 2008

Avaliação de Habitação

A tua casa vista por:
Ti ...
Pelo Comprador ...

Pelo banco ...

Sexta-feira, Fevereiro 29, 2008

Triciclo Hot Snake no Auto Esporte da Globo


VIDEO DE ALGUNS TRICICLOS FEITOS NO BRASIL...

ABRAÇÃO PRA TODOS DO LUSO...

E ESPERO QUE VOLTEM A POSTAR COM A FREQÜÊNCIA DE ANTES...

Segunda-feira, Janeiro 28, 2008

Sistema anti-furto....


COM ESSE SISTEMA NINGUÉM MAIS FURTARÁ O AUTOMÓVEL !!!!!

Domingo, Janeiro 20, 2008


FEROSA

Minha top model
Tem a buceta de rum com cereja.
E o néctar que escorre pelas suas coxas
É o puro cio de uma tigresa acesa.
Minha gata quando ama, enrosca
Enreda, enrama
E explode em gritos e gemidos
Que os vizinhos ficam mudos,
As crianças penstativas.
E até os loucos resguardam
Como se ouvissem uma revelação.
Depois ela se veste,
Põe os brincos, se penteia
E sai pela cidade impávida
Indescritível...
E ciente do poder que tem
De transformar
O último dos mortais num deus.
DO MESMO JEITO

Eu continuo o implacável
Besta solto numa capoeira
Relinchei alto na hora do almoço.
Declinei-me para pegar uma concha aberta
Com uma pérola, que me incomodava a visão.
Continuo contínuo, nos mesmos passos
Com a mesma fome e a mesma sede
Pronto numa rede só com os olhos de fora.
Continuo aqui, parado, distante
Garantida a minha vontade de sair
E de não me expor aos olhos pelas janelas.
Continuo achando papéis e lápis, facilmente pela casa
E, feito um louco escrevo cartas para minha mãe
Risco todos, e quando acabam os papéis
Passo-me para as paredes.
Continuo aqui, sóbrio, sem amor, sem amar
Sem esperar.
Não me incomodam os aviões que pousam
Os ônibus que chegam cheirando a distância.
Os barcos passam e eu, irreverente,
Não me presto a um gesto de sequer olhar.
Eu sei que em tudo isso não vem,
Não tem quem eu queria ver chegar.
Continuo o mesmo idiota, que viu o teu retrato
E me danei a chorar de saudade.
Como eu queria ser gente,
Para, igualmente a ti, me explicar
E ouvir a sentença de tua boca:
Eu te perdôo
Mas vais dormir no alojamento.

ANJOS INSISTEM

Eu sou triste como um camelo no alpendre
Do mesmo tanto sou triste
Como um homem que se retrata.
Passo meus dias pensando em afagos de mulheres
Mas só escuto meu coração só, sincopando o seu bater.

Cai uma chuva de estrelas e o chão fica tão lindo
Quantas meninas acordam e se vestem as metades
Pra verem, do chão, alçarem vôos em volta
Os anjos que trouxeram minha alma sem mim.
Eu acumulo fortuna para os outros,
Se fossem meus esses contos, saía-me outro deus.
Pois o que roda minha cabeça, pelos caminhos do mundo...
Mas de quem eu pego conto e guardo
Caem nos bolsos de outros, de vários donos.
E o que fazem esses capatazes de rebanhos soltos
Do pretexto mole da frutaazedoce, comer, roer?
E eu me desbordei na quinta e me inclinei na sexta.

Até se o meu patrão tivesse meus argumentos
Seu alforje já não existia mais
E eu, prontamente disposto noutras canchas
.

naeno

HOMEM FEITO

Sinceramente? A minha alma mal contente
Descendemos das águas represadas, perigosas
Arrebatados pelos ventos espessos.
Meu pai me aguarda recostado no esteio da varanda serena.
“Falo firme ao meu filho
Que retorna para sorver minha sangria,
Plainando entre as arcadas sonolentas.
Largo primeiro a esfinge derradeira.
Se escutam chiados da radiolas”

E todos me parabenisam com muita força.
Tenho nas mãos um desafio a olhar:
falta-me disposição...
O encargo desta ação a fazer
Pesa muito sobre meu dorso
E ainda, necessito desiludir
O céu, o inferno, o purgatório.
Serei feito da forma de uma pedra,
A imagem e semelhança de uma dureza.
Balões, foguetes, apertos, abraços.

Meus iguais:
“ Não lhes convencem ao pressentir
O rosto-efeito de suas amigas, pequenas?”
Assim viro-me de vez para Patrícia:
”Os movimentos provocantes de suas ancas...”
Nos tapumes da sala de espera
Esvoaçam madeixas de paixões alheias.
O resto: tios-alados, primos-nada...
“Sim! Não mais nos reveremos
Minhas primas e tias do passado.
As do tempo de agora
Estão rente de nós.
Não a podemos detalhar direito.

Os aliados me apóiam até lá fora.
“Meu pai,
Que é meu filho e meu irmão,
Levo o teu nome à terra inteira,
Já vazei teu sangue por outras veias
Dei o que me destes aos que não tinham
Não me omiti em fazer teus netos que não reconheces mais.
Propaguei a raça de Deus.
O amor, o ódio e a confusão das cores,
Só que desejo parar com essa empreitada.
Passa tua herança a outros
Lança teus quinhões como semente
Aos náufragos perdidos, aos pedintes passantes,
Reprovas os dons de minha amada!”
Embala tuas alas,
Eu vou para a solidão da varanda.
Não me acabo, estou pensativo demais.

AMARDESAMAR

Meu amor é previsível
Qualquer hora ele se tranca
A crise das incertezas
É mesmo imenso, grande.

As pernas do meu amor
Dispersam a metafísica
O corpo do meu amor
Tem a seu favor o sublime
Gesto de disfarçar o horizonte.

Eu não amo meu amor
Pra que enganação.
Não amo ninguém no mundo
Nem eu mesmo, nem me odeio.
Meu amor é uma rede

Onde descanso da brincadeira
Os olhos do meu amor
São muito, muito distraídos
Não vêem meu desamor.

Com o porta-seios da moda
Os seios do meu amor
Apurados em todo gosto
Ocupam lugar pequeno
No espaço do seu corpo.

Se meu amor por um dia
Me abandonar, ai de mim!
Eu não me matarei
Escreverei mais poemas.