quinta-feira, novembro 30, 2006

A TESE DO COELHO



A pedido de muitos "assinantes", principalmente do meu Amigo Tonel, venho, então, hoje, contar-vos a fábula da Tese do Coelho. Tinha também que desfazer alguns equívocos, porque recebi um telefonema de uma pessoa que eu muito prezo, e que teve a hombridade de me esclarecer certas coisas que aconteceram e que, com frontalidade, resolvemos a contento. Portanto, também aqui fica o meu esclarecimento que esta fábula não é dirigida a ninguém em particular. É, sim, o constatar de um facto que acompanha as nossas vidas e que nos cria certos embaraços. Por vezes temos Amigos que nos ajudam a resolver alguns problemas, mas isso chama-se, fraternidade, solidariedade, companheirismo. Porém, eu próprio sei que muita gente é prejudicada, porque outros tiveram um bom "padrinho". Sou contra esta situação, mas reconheço que é difícil contrariar quem tem um bom FACTOR C.
A fábula, que até é uma conhecida metáfora, começa assim:
Estava um excelente dia. O sol iluminava a terra quando um lindo coelho morosamente saiu da sua toca, com o seu caderno de exercícios na pata.Espreguiçou-se e deu início aos seus estudos com a costumada concentração, pois estava muito empenhado em obter o grau universitário mais elevado. Ambicionava ter a borla e o capelo o mais depressa possível, porque queria ir trabalhar numa excelente empresa e, assim, já poderia sustentar da melhor forma a sua família que era muito carenciada. Entretanto aproximou-se uma raposa matreira que logo pensou que não iria ficar sem comer, pois um belo e suculento manjar de coelho, iria saciá-la para o resto do dia. Como era muito curiosa resolveu perguntar ao coelho:
- Olha lá coelho do monte, para que estás a estudar?
- Estou a redigir a minha tese de doutoramento.
- Ai sim! E qual é essa tua tese que te faz assim estudar tanto?
- Fala sobre um tema em que diz que os grandes predadores das raposas são os coelhos.
A raposa ficou furiosa e ripostou:
- Estás maluco! Nós, as raposas, é que somos os predadores dos coelhos, por isso a tua tese vai ser elaborada sem fundamento sério.
- Não acreditas? Então vem comigo à minha toca.
Entraram os dois na toca e, passado algum tempo, ouviram-se fortes gemidos seguidos de um silêncio sepulcral. O coelho saiu sozinho, vestiu o seu sportswer, deu umas corridinhas e retomou os estudos.
Passado algum tempo apareceu um lobo que, também muito intrigado, resolveu perguntar ao coelho porque é que ele estava assim a estudar tanto. Ainda hesitou por uns instantes, mas questionou-o:
- Coelho saltitão, o que fazes com tanta atenção?
- Preparo a minha tese de doutoramento. É uma teoria que ando a desenvolver há bastante tempo e que prova que nós, os coelhos, é que somos os verdadeiros predadores naturais dos lobos.
O lobo ficou irritado com a insolência do coelho e vociferou:
- Nem penses, porque é precisamente ao contrário. Nós os lobos é que somos os predadores dos coelhos.
- O senhor lobo não acredita na minha teoria? Então acompanhe-me à minha toca.
Ambos entraram toca adentro e, depois, ouviram-se uivos desesperados e... silêncio.
Novamente o coelho sai da toca e continua os seus estudos. Aparece então um esquilo, entra dentro da toca e fica boquiaberto com o cenário dantesco que lhe é dado observar: montes de ossos ensanguentados de restos mortais daquilo que foram lobos e raposas. No meio deste cenário aterrador encontrava-se um leão sorridente a palitar os dentes. Era o PADRINHO do coelho.

MORAL DA HISTÓRIA:

1.º - Não importa o quanto absurdo pode ser a tua tese.
2.º - Não importa o fundamento científico que possas ter.
3.º - Não importa se as tuas experiências nunca cheguem a provar a tua teoria.
4.º - Não importa se as tuas ideias vão contra o mais óbvio dos conceitos lógicos.
5.º - O QUE IMPORTA EM QUEM ESTÁ APOIANDO A TUA TESE, OU SEJA, O PADRINHO - O TAL FACTOR C!

PS: NÃO É NOVIDADE NENHUMA...

11 comentários:

Jorge Carvalho disse...

MEUS AMIGOS : Queria deixar aqui uma explicação muito séria.Eu, como todos devem saber, ainda não domino bem as técnicas da informática. Sentei-me no computador onde estou e escrevi esta fábula. Publiquei-a e não reparei que esteve aqui a NOKITAS a ver o blogue. Ficou lá o nick dela. Eu fiz o meu texto e publiquei-o. Reparei então no erro e pedi ajuda para o resolver.
Está explicada a situação. Tão simples como a fábula do coelho. Também tive um padrinho que agora me ajudou.

Dom Casmurro disse...
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Jorge Carvalho disse...

Ainda bem que o DOM CASMURRO visita este blogue. É bom sinal, não é? Eu penso que vale a pena.

future-believer disse...

Mas a que conclusão queres tu chegar?
Que os que tem padrinhos têm sorte, e os que não têm tem azar.

Tens então muita pena, de não teres um bom padrinho.
Mas olha que até tens um, que te vai ajudando, penso eu do que…

Jorge Carvalho disse...

Não é nada disso FUTURE. Eu penso que há estas dificuldades para muitas pessoas. Não vejo isto no meu caso pessoal e não tenho padrinhos, tenho Amigos. É bem diferente.

Jorge Carvalho disse...

Então quando eu presto um favor a um Amigo, também sou padrinho dele? Não quero ser padrinho, só quero ser Amigo. Ainda hoje estive no Tribunal em Vagos a defender um Amigo. Não sou padrinho dele, sou muito seu Amigo.

Acácio Simões disse...

por esses lados só conheci o coelho alfaiate

Jorge Carvalho disse...

Deixou geração Senhor Acácio.Morava junto à creche, lembra-se?

future-believer disse...

´´A amizade é como uma gota de mercúrio: é preciso manter a mão aberta para retê-la. Se a fecharmos, ela escapa."
Luis Fernando Franco

Acácio Simões disse...

Atão não me lembro ó Jorge!
E o Beleza que há mais de cinquente anos me fez uma farda que eu parecia o Otelo, para ir é para o Hotel ajudar o Ti Sarrudo...

Dom Casmurro disse...
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