sexta-feira, fevereiro 09, 2007

IMPONDERÁVEL


Não tenho enterrado em nenhum canto daqui,
Nada que se dê como vantagens,
Aos que também cavoucam a terra
Enterrando besteiras.
Meu relicário é minha mente
Que está à frente em tudo, à mostra,
Nas festas da redondeza,
Nos parceiros do repente,
E tudo que ouve guarda seguramente.
Eu vejo beleza nas palavras,
A quem nunca dou desconto e emendo frases.
O que vejo viram palavras.
As poesias que faço são figuras assentadas.
E a minha poesia é tirada do que vejo.
Pensar, é uma punição ao corpo.
E às vezes me acho assim,
Sintonizado no mundo por minha auréola incolor,
Mas triste, tentando o imponderável,
Com a realidade simples a me triscar.
Só para depois tudo versejar, com palavras.
Poetas, descobridores do mundo, todos iguais,
Complicados não por serem complicados,
Mas porque complicam tudo.

3 comentários:

Zeca Paleca disse...

Ouça aqui seu NAENO:
O Amigão poderia compilar todos os seus poemas e editar o seu livro, porque você tem muito talento.

Axiológico disse...

pode publicar o livro na gráfica do Tonel hehehe

sombras disse...

la poesia siempre deja un mensaje
kiss