quinta-feira, março 22, 2007

NÃO VIESTES

Naquele maio
Ccm os ventos leves
Demoramos, a tua espera
E ficaram as flores quietas
De bordados de linhas colorids
Com seus motivos, fores de primavera
À tua chegada.
E fostes faltosa com todos nós.
Destes apertados nós
Em nossas gargantas,
Ppor qualquer trincado
Um espanto, uma alegria subta
À tua espera.
A quimera, quisera, pousasse
Nas calçadas, nos batentes,
Nos frechais por onde entravas,
Fosse isso o sonho,
A realidde tornando-se.
Tu postas diante dos nossos olhos.
E fostes o tempo em que rezamos
Novenas intgeiras,
Missas, até se completar
O tempo que Nossa Senhora exigia.
Foi um longo tempo,
De esticada espera,
E não chegavas.
O tempo da primavera já se contava o fim,
E do começo todos ficamos assim,
Meio duvidosos, muito ansiosos,
Demais tristonhos.
As flores já se trocaram
O motivo agora era quietudo, cautela,
E se vestiram de um branco,
Da fé, que veste estefom.
E pingaram pontos verdes
Reornamentando o corpo,
A esperança, prenunciada, tua vinda.
E não chegastes.
No desespero de espera, fomos
Como um batalhão para a messe,
À tua procura, certos, ao teu encontro.
O consenso entre os amantes teus,
Eu, as rosas, o tempo, o vento,
Chegamos por decifrarvários destinos,
O de te encontrar, formosa....
De não te avistarmos, de longe....
O de te socorrer aflita,
Refém de um destino vilão
Que te guardou todo o tempo
Chorando, refém em algum porão.
E não te encontramos.
E boa parte do mundo,
Do que não pareceria mais mundo,
Andamos, vagos, e com a esperança,
Que nunca se desvanecera,
Estivera o tempo, contando as horas,
Quebrando gravetos,
Fazendo fogo, nas paradas,
Rezando terços, e orações improvisadas,
E Tu, não ouvistes, nem chegara.
Não sentistes nem procurara.
Voltamos, quase todos nus,
Sem a esperança fosca, encorpada,
Tirados os bordados, as flores,
Eram agora de outra época,
Em que não eram mais flores,
Em talos se vestiram, mrrom.
E eu, pobre, de um coração calado,
Sem razão, não se via cara.

3 comentários:

Peste disse...

Naeno- grande poeta!!

beijos grandes

Naeno disse...

Obrigado adorável peste. Porqe não me contaminas com esse riso maroto, com essas feições de menina, com essa disbonibilidade em ser ser Anjo, voando aqui e alí, consolando um, confortando outro. Bendizendo um e benfazendo a ouros. Porque não me pegas essa adorável saúde de ser assim, não rude, um prelúdio ao entardecer. Não é só isso, bem mais tu és. És os acordes das canções dos imortais. Na lira branca, no violão, dos passarinhos que cantam nestes quintais.
Me pega, pelo corpo inteiro, quero ser da avalanche dos que já vitimastes com esses sintomas.

9 beijos, sem intercalações de um abraço.
Naeno

Freyja disse...

besitos Naeno, tus poemas siempre tienen mucha vida
un abrazo