quarta-feira, maio 23, 2007

Arreitada donzela em fofo leito




Arreitada donzela em fofo leito

Deixando erguer a virginal camisa,

Sobre as roliças coxas se divisa

Entre sombras subtis pachocho estreito.

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De louro pêlo um círculo imperfeito

Os papudos beicinhos lhe matiza;

E a branda crica nacarada e lisa,

Em pingos verte alvo licor desfeito.

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A voraz porra, as guelras encrespando,

Arruma a focinheira, e entre gemidos

A moça treme, os olhos requebrando.

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Como é inda boçal, perder os sentidos;

Porém vai com tal ânsia trabalhando,

Que os homens é que vêm a ser fodidos.

( Bocage )


3 comentários:

luafeiticeira disse...

Pois, erotico-pornográfico é com Bocage mesmo. Eu também tenho um poema dele no meu blog, mas poemas não se lêm... morrem os poetas o morrem os leitores de poesia?
jocas bocageanas

Flôr disse...

Acho que nunca tinha lido nada do famoso Bocage!!

Hoje, ao passar por aqui, já aumentei mais um pouco o meu conhecimento... sim, porque todos os dias se aprende coisas novas... e temos que estar "abertos" a novos conhecimentos!


:D Flor

Jorge Carvalho disse...

Bocage sempre!