
Já houve um tempo em que da janela,
Eu via uma cidade projetada na calçada,
Um espaço curto e fraterno,
Onde as pessoas se acenavam de perto,
Beijavam-se de perto,
Despediam-se de perto,
E se abraçavam várias vezes no dia.
A janela existe com a mesma parelha de jarros,
Com flores silvestres, tiradas dos beirais das serras.
Meus olhos me arremetem ao tempo da Cidade,
Agora esverdeada em sua base,
E colorida em seu cume.
Mas deu noutro lugar diferente.
As pessoas de dispersaram,
Alguns venderam outros compraram,
Pedaços de terras, vão-se inteiros.
E tomaram distância umas das outras
Mas o amor ficou no seu lugar.
E elas agora se beijam de longe,
Acenam-se de longe,
Despedem-se de longe,
E quase não se vêem.
2 comentários:
PRA NÃO PASSAR EM BRANCO EU DIRIA: QUE LINDO POEMA. ADOREI O SEU RECHEIO DE VERDADES IMPOSTAS DE FORMA CALMA E ANGELICAL.
UM BEIJO PRA MIM
NAENO
LINDO POEMA NAENO! Pena é que os nossos comentadores não estejam atentos.
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