domingo, julho 15, 2007

AMOR E MEIO

Ai, o amor de sempre.
Os mesmos efeitos colaterais
Os mesmos rompantes tardes
Um foco de um incêndio que tudo queimará
Que no começo ninguém sabe onde arde.
Dor que dói e a gente vê
Nos lugares onde se mostra
E até onde não está.
Uma tranqüilidade destruída,
Com os danos correndo em nosso sentido.
Ai o amor, a esperança de todos
E dos mesmos a desesperança.
Aquilo que se diz
Quem planta, mal apanha;
Ou leva o que não apanhou,
Ou não apanhou o que levou.
Amor, essa confusão,
Um entra e sai, por trás dos bombeiros,
Um posto incendiado
Das bombas ao caixa.
E quem assegura que o amor
Repõe danos, quem faz seguro do amor.
Nem quem lucre com seu dissipar,
Quando ele se decompõe.
Ai o amor maldito sentimento,
Andamento em trocadilho,
A batida dos pratos no apogeu da filarmônica,
Desnecessário, mas que, se não fosse,
Desmembraria a vida corriqueira,
Rumo ao amanhã.
Até amanhã, ilusões, até amanhã.
Decepção, depois se vê.

1 comentário:

Som Do Silêncio disse...

Ai amor...amor...

Eu já nem sei se vale a pena amar...

Um Beijo Silencioso