sexta-feira, dezembro 28, 2007

Assassinaram o Português de Portugal

O acordo ortográfico da língua portuguesa é somente o ASSASSINAR da cultura portuguesa, a identidade portuguesa e a história de um país / cultura.

Não consigo compreender como foi possível um iluminado resolver aceitar / destruir tão nobre língua. De facto de linguista só deve ter o titulo porque de sabedoria linguística deve saber tanto como um calhau… (sem ofensa para os calhaus).

Acabam com os c’s, com os acentos, e não se acabam com estes senhores que resolvem tomar as decisões de uma população. Provavelmente caso fosse referendado seria reprovada esta ideia, então resolveu-se trinchar o problema pela raiz e decidir sem que o povo fosse consultado.

De facto esta mudança incomoda-me bastante, não só porque não vejo vantagens para os PORTUGUESES, como para quem quer que seja.

A cedência de verdadeiro e original português é somente o deixar perder-se no tempo uma identidade, algo próprio e nosso. Qual a vantagem de ceder para ser umas das línguas mais faladas no mundo? O que ganhamos com isso? NADA. Apenas a mania de querer aparecer no ranking das línguas mais faladas, quando isso não interessa para nada. O inglês, mandarim, espanhol, etc. etc. continuarão sempre na frente.

Depois qual o interesse em estragar a nossa língua para que o português brasileiro seja idêntico? Não sei qual a vantagem, continuaremos a nos “entender” como hoje… o autocarro será sempre o ônibus para os brasileiros, e isso é um FACTO (e não fato).

Os antigos escritores onde a língua portuguesa era “moldada” e levada a sério e bem falada/escrita serão considerados maus e desadequados.

Como se sentirão os alunos que na escola chumbaram porque deram mais do que 3 erros num ditado? Sendo alguns deles a falta do c em facto ou o p em baptista? Será que os vão compensar por terem errado no que afinal vai estar certo?

Como se sentirá o Victor ao saber que tem que ser de novo baptizado para não ser considerado um erro da sociedade?

Será que o Humberto vai sofrer alguma depressão ao ver Umberto no seu Bilhete de identidade?

Enfim…muito me entristece esta medida…confesso que algumas mudanças são consideráveis absurdas, perdem-se raízes, perde-se historia e algo tão nosso.

Perguntem se os franceses ou os ingleses querem mudar a língua. JAMAIS, é algo deles, algo próprio e da qual se orgulham. Os americanos falam o seu inglês, e os ingleses o seu. Mas nós vamos sempre em cantigas…e vão dar a nossa identidade, algo que tínhamos como nosso para ficar bonito no ranking e para “dar” a língua a outros.

Não nos entendem? Problemas deles, que aprendam a nossa lingua ou então “safem-se” como nós sempre fazemos em relação aos outros.

Textos onde palavras como fato em vez de facto, Batista em vez de baptista, ação em vez de acção, passam-me completamente ao lado…e em quanto puder irão continuar a passar…

Como se poderá dizer que palavras como acção vêm do latim? Em latim era actione. Não reconheço que este acordo seja capaz de valer uma estória igual a tantas outras historias que foram criadas. Foi apenas um triste momento de um ipocrita (hipócrita) que de fato vestido criou um fato (facto) marcante em algo nosso.

4 comentários:

Um Momento disse...

Eu cá estou ....ai ai

Feliz 2008
( imaginon as "calinadas" ortográficas " que vou dar

Beijo!

(*)

Å®t Øf £övë disse...

João,
Concordo inteiramente contigo. De cedência em cedência, vamos perdendo totalmente a nossa identidade.
Abraço.

luafeiticeira disse...

Calma aí, recordo-me dum acordo ortográfico francês e não foi assim há tanto tempo. Quanto ao acordo ortográfico, temos que ver que o erro é de aproximar a grafia portuguesas do português doutros países, ou seja, não devia ser por uma razão política, mas puramente linguística, pois é óbvio que a língua portuguesa precisa de mudanças na ortografia, não podemos continuar a escrever e a falar doutra forma, aliás se não fossem os acordos ortográficos ainda escreveriamos em latim.
Bom ano
beijos

Menina do Rio disse...

Tava aqui pensando que se os portugueses forem usar fato ao invés de facto, vão vestir o quê?
Mas, brincadeiras à parte; eu preferia que adaptassem a gramática brasileira à portuguesa que soa mais bonito. Adoro escrever facto, acção, verónica com acento agudo em vez de tônico...

Beijinhos