quarta-feira, maio 28, 2008

ENCOSTO
Não sou eu quem dá coronhadas e coices ao léu
Parte desta criatura que fez de mim o seu fulcro
Só ela
Quem me conhece sabe, sou uma aveludada flor
Uma pessoa sem espinhos de floreira
Nem uma desgastadeira lixa de folhas de cajueiro

Esta apaixonada da balbúrdia cavalga
Escanchada em meu macio ombro.
Valha-me!
Enquanto ando a pé, terrestre
Peregrino atônito até a morte
Sem razão nenhuma para choro ou sofrimento embaçado ou desânimo:
Não sou eu quem dispara coices de ferraduras no tempo.
É esta desconhecida criatura que fez de mim seu encosto
E se apropriou do estojo de minha cara e dela expeliu o estofo.

Quem dispara desarrima
Sem abrir a concha do ouvido
A ninguém que dela discorde
É esta!
Selvagem sombra monstruosa que faz versos como quem morde.

naeno

2 comentários:

Laura disse...

Olá moço naeno... meu noivo do balouçar na rede!...Como vai vc por essa terra enorme que é o Brásiu? Um abraço da laura..

Baraújo disse...

há muitas pessoas que dão coices ao léu, um facto, infelizmente temos de lidar com isso.

mas este nao é o caso...

parabens. naeno

abraço.

e cumprimentos a todos os elementos q contribuem para o blog