O acordo ortográfico da língua portuguesa é somente o ASSASSINAR da cultura portuguesa, a identidade portuguesa e a história de um país / cultura.
Não consigo compreender como foi possível um iluminado resolver aceitar / destruir tão nobre língua. De facto de linguista só deve ter o titulo porque de sabedoria linguística deve saber tanto como um calhau… (sem ofensa para os calhaus).
Acabam com os c’s, com os acentos, e não se acabam com estes senhores que resolvem tomar as decisões de uma população. Provavelmente caso fosse referendado seria reprovada esta ideia, então resolveu-se trinchar o problema pela raiz e decidir sem que o povo fosse consultado.
De facto esta mudança incomoda-me bastante, não só porque não vejo vantagens para os PORTUGUESES, como para quem quer que seja.
A cedência de verdadeiro e original português é somente o deixar perder-se no tempo uma identidade, algo próprio e nosso. Qual a vantagem de ceder para ser umas das línguas mais faladas no mundo? O que ganhamos com isso? NADA. Apenas a mania de querer aparecer no ranking das línguas mais faladas, quando isso não interessa para nada. O inglês, mandarim, espanhol, etc. etc. continuarão sempre na frente.
Depois qual o interesse em estragar a nossa língua para que o português brasileiro seja idêntico? Não sei qual a vantagem, continuaremos a nos “entender” como hoje… o autocarro será sempre o ônibus para os brasileiros, e isso é um FACTO (e não fato).
Os antigos escritores onde a língua portuguesa era “moldada” e levada a sério e bem falada/escrita serão considerados maus e desadequados.
Como se sentirão os alunos que na escola chumbaram porque deram mais do que 3 erros num ditado? Sendo alguns deles a falta do c em facto ou o p em baptista? Será que os vão compensar por terem errado no que afinal vai estar certo?
Como se sentirá o Victor ao saber que tem que ser de novo baptizado para não ser considerado um erro da sociedade?
Será que o Humberto vai sofrer alguma depressão ao ver Umberto no seu Bilhete de identidade?
Enfim…muito me entristece esta medida…confesso que algumas mudanças são consideráveis absurdas, perdem-se raízes, perde-se historia e algo tão nosso.
Perguntem se os franceses ou os ingleses querem mudar a língua. JAMAIS, é algo deles, algo próprio e da qual se orgulham. Os americanos falam o seu inglês, e os ingleses o seu. Mas nós vamos sempre em cantigas…e vão dar a nossa identidade, algo que tínhamos como nosso para ficar bonito no ranking e para “dar” a língua a outros.
Não nos entendem? Problemas deles, que aprendam a nossa lingua ou então “safem-se” como nós sempre fazemos em relação aos outros.
Textos onde palavras como fato em vez de facto, Batista em vez de baptista, ação em vez de acção, passam-me completamente ao lado…e em quanto puder irão continuar a passar…
Como se poderá dizer que palavras como acção vêm do latim? Em latim era actione. Não reconheço que este acordo seja capaz de valer uma estória igual a tantas outras historias que foram criadas. Foi apenas um triste momento de um ipocrita (hipócrita) que de fato vestido criou um fato (facto) marcante em algo nosso.